...Huuum...Clarifying

Galera, estou aqui para esclarecer uma coisinha pequenininha pra vocês rs...
A T. disse que havia lido esta história em outro lugar, e sim pra quem já leu a série Os Imortais de Alyson Noel, já conhece a história. 
Mas como eu já havia comunicado em alguns dos posts antes de começar a postar aqui pra vocês. Eu apenas adaptei a versão original para JEMI. e a T. também perguntou se tem algumas modificações. Sim, ela tem pequenas modificações, mas nada que vá atrapalhar na leitura, mudei apenas algumas frases que fossem muito"complexas" (na verdade o texto é fácil, mas apenas modifiquei algumas coisas que achei que ajudariam melhor na interpretação do texto) ou como por exemplo, o carro do pai da Demi e dá própria Demi.
Desculpem o transtorno...
Stay Strong!
XOX
Bia.

I'm so Sorry.


What's up? Sei que não postei a primeira parte do quarto capítulo ontem como havia prometido. E isso não aconteceu pelo simples fato de que eu não estou me sentindo muito bem, estou uma uma dor de cabeça desgraçada, como nunca tive, e minha gargante também dói, meu nariz está trancado e pra piorar, estou com a bronquite atacada, o que é uma merda, porque a minha é asmática, e sinto muita falta de ar. Aí vocês devem pensar... "mas isso não a impede de postar". É vocês têm razão, mas a minha cabeça incomoda de mais. Por  estar resfriada e com bronquite (certo, eu já falei isso rs), eu sinto como se meu corpo estivesse molinho molinho. rs
Se eu melhorar, quem sabe, mais tarde eu poste aqui pra vocês.
Peço desculpas mais uma vez.
Stay Strong!
XOX
Bia.

Chapter 3 - Part 2/2


Chap. 3 - Part 2/2 
Por que eles e não eu?


Durante todo o tempo em que fiquei confinada naquele quarto branco e sem graça recebi visitas regulares de um psicólogo: um residente preocupado. E que sempre começava nossa conversa com a mesma pergunta imbecil, querendo saber como eu vinha lidando com a minha “perda profunda” ( palavras dele, não minhas), para depois tentar me convencer a subir para o quarto 618, onde rolavam sessões de aconselhamento pós-traumático.
Nem me pagando eu participaria de algo assim. Nem morta me juntaria a um bando de pessoas angustiadas, esperando minha vez de contar a história do pior dia da minha vida. Em que isso poderia ajudar? Por que eu me sentiria melhor só por confirmar algo que já sabia: que não só fui a única responsável pelo que acontecei à minha família, com também fui bastante estúpida, bastante egoísta e bastante preguiçosa para perder tempo, demorar e, adiar minha ida para a eternidade?
Sabine e eu não nos falamos muito durante o voo de Eugene para Laguna Beach. Fingi que estava quieta por causa da tristeza e das dores no corpo, mas pra falar a verdade, precisava apenas de um pouquinho de distância. Sabia do conflito de emoções que rolavam na cabeça da minha tia. Por um lado, ela queria desesperadamente tomar a atitude certa, por outro, não conseguia parar de se perguntar: Por que eu?
Quase nunca me pergunto isso. Em geral, penso: Por que eles e não eu?
Mas também não queria correr risco de magoar Sabine. Depois de tudo o que ela havia feito por mim, assumindo a minha tutela e providenciando uma casa legal para me receber, eu não podia deixar que ela nem sequer suspeitasse de que todo o trabalho e todas as boas intenções haviam sido em vão, e que não faria a menor diferença caso ela tivesse me abandonado num orfanato fedorento qualquer.
O caminho do aeroporto até a nova casa se resumiu a uma imagem borrada do sol, mar e areia. E quando Sabine me levou para o quarto no andar de cima, passei os olhos rapidamente pelo cômodo e disse alguma frase equivalente a um muito obrigada.
- Sinto muito por ter que te deixar aqui sozinha. – ela disse obviamente ansiosa para voltar ao organizado e seguro do trabalho, onde nada lembrava o mundo caído em pedaços de uma adolescente traumatizada.
E então logo ela saiu, eu me joguei na cama, coloquei o rosto entre as mãos e desabei de chorar.
(pode parar a música, se quiser.)
Até que alguém disse:
- Ah, tenha dó, olhe pra você! Por acaso já deu uma boa olhada neste lugar? Viu a TV de tela plana, a lareira, a banheira que faz bolhas? Hey!
- Achei que você não pudesse falar. – retruquei assim que virei o rosto e deparei  com Riley, que, aliás, usava um moletom rosa e um par de tênis dourados da Nike.
- Claro que posso falar, não seja ridícula. – ela disse, e revirou os olhos.
- Mas das outras vezes...
- Eu só estava zoando você, algum problema? – ela passeava pelo quarto enquanto falava, passando a mão sobre a minha escrivaninha, dedilhando o IPOD e o leptop novinhos em folha que Sabine havia deixado ali. – Mal posso acreditar que você agora tem tudo isso. Não é justo caramba! – ela exclamou com as mãos na cintura, as sobrancelhas franzidas – Pior, você não está nem aí! Quer dizer, você já viu essa varanda? Pelo menos pensou em dar uma olhada nessa vista?
- Não quero saber de vista nenhuma – eu disse, cruzando os braços diante do peito e fulminando minha irmã com o olhar. – Está difícil engolir essa de que você aprontou comigo, fingindo que não podia falar.
Riley simplesmente ri e disse:
- Deixa de drama, vai. – Ela atravessou o quarto, abriu as cortinas e tentou destrancar a porta de vidro que dava para a varanda.
- E onde é que descolou essas roupas? – perguntei, examinando-a da cabeça aos pés, ressuscitado nossa velha rotina de briguinhas bobas e mágoas intermináveis. – Porque, primeiro você aparece com as minhas coisas e, agora, está usando essas peças de marcas. Sei que mamãe nunca comprou um moletom da Juicy pra você.
Ela riu.
-  Por favor, como se eu ainda precisasse permissão da mamãe, quando posso simplesmente abrir o armário celestial e tirar de lá o que eu quiser. E sem pagar por nada! – acrescentou, esboçando um sorriso.
- Sério? – perguntei, meus olhos se arregalando e pensando que aquilo parecia um ótimo negócio.
Mas Riley não fez mais que balançar a cabeça e apontar para a varanda.
- Ande, venha dar uma olhada em sua nova vista.
Obedeci. Levantei-me da cama, enxuguei meus olhos com a manda da blusa e, passando direto por minha irmã, fui rumo à varanda com o seu piso de mármore, meu olhos arregalados, com o que vi diante de mim.
- por acaso isso é uma piada? – perguntei. A paisagem à minha frente era uma réplica exata do quadro com moldura dourada que Riley havia me mostrado no hospital.
Mas quando me virei para trás ela já havia partido.